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Muita polêmica existe a respeito dos alimentos geneticamente modificados, alguns são radicalmente contra e outros defendem a sua aplicabilidade em larga escala de produção alimentícia.
Transgênicos são organismos que, mediante técnicas de engenharia Genética, contêm material genético de outros organismos. Isto é, realizado com o objetivo de melhorar o código genético e formar um organismo com maiores benefícios. A utilidade desta recombinação gênica tem uma visão comercial, médica ou agronômica.
A comercial defende uma grande produção de alimentos, com qualidade(s) superior(es) a natural: podem ser enriquecidos em vitaminas ou outros nutrientes essenciais aos humanos. Além disso, há quem defenda a sua produção com a finalidade de acabar com a fome mundial, devido o aumento da produtividade, por exemplo de grãos em geral. Na visão médica, temos a possibilidade de alimentos veicularem vacinas, por exemplo. E no aspecto agronômico a economia em pesticidas, fomando plantas resistentes e com grande produtividade.
Hoje são cultivados mais de 100 milhões de hectares com trangênicos, sendo esperado um Crescimento anual de 13%. O Brasil está dentre os principais cultivadores, juntamente com os Estados Unidos, o Canadá, a Argentina, a China e a Índia. As culturas prevalentes são as de milho, soja e algodão.
Uma das preocupações é a polinização cruzada, onde a prevenção é o cultivo distante das outras espécies. Um estudo nacional afirma que após 10 metros de distanciamento entre plantas de soja transgênica e soja convencional, a polinização cruzada é negligenciável. Outra solução proposta foi à tecnologia Terminator, onde o pólen não forneceria condições de propagação, no entanto esta foi rejeitada pelos produtores que alegaram a necessidade de comprar sementes a cada plantio.
Alguns mercados mundiais, tais como o da Europa e do Japão, rejeitam fortemente a entrada de alimentos com estas características, enquanto que outros, como o Norte e Sul-Americanos e o Asiático, têm aceito estas variedades agronômicas.
A alergenicidade e o impacto destes cultivares na Alimentação humana ainda precisa ser melhor elucidada. Existe uma polêmica sobre quem são os responsáveis por estas pesquisas: se são os grandes produtores ou organizações ambientalistas, sendo isto fundamental para a confiabilidade dos dados analisados.
Lenycia de Cassya Lopes Neri - CRN 21808 Personal Diet e Nutricionista de Empresas Graduada em Nutrição pela USP
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Referências bibliográficas
Capturado no site [http://pt.wikipedia.org/wiki/Transg%C3%AAnicos] em 01/02/2008.
Rita Batista, Baltazar Nunes, Manuela Carmo, Carlos Cardoso, Helena São José, António Bugalho de Almeida, Alda Manique, Leonor Bento, Cândido Pinto Ricardo and Maria Margarida Oliveira. 2005. Lack of detectable allergenicity of transgenic maize and soya samples. Journal of Allergy and Clinical Immunology 116(2):403-410
C. James. 2006. BRIEF 35: Situação Global das Lavouras GM: 2006. International Service for the Acquisition of Agri-biotech Applications. |