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Os limites entre o normal e o anormal são, muitas vezes, imprecisos. Esse princípio aplica-se, por exemplo, quando se procura diagnosticar porque determinada mulher, com idade entre 45 e os 50 anos, é surpreendida por um conjunto de sintomas relacionados às mudanças de seu corpo, enquanto outras nada sentem. Várias queixas começam a surgir, tais como: calores, (principalmente à noite), Ansiedade, angústia e palpitações. É comum a sensação de não poder completar a entrada de ar nos pulmões, bem como aquela que nos assevera com a iminência de que algo muito ruim chegará. A insegurança e o conflito se instalam juntamente com a insônia. A repercussão emocional pode ser de tal magnitude que certas mulheres passam a se sentir diferentes e a irritabilidade se faz presente. Ao deitarmos, a desagradável e solitária percepção de mudança transporta para o coração a suposição sobre a origem do desconforto. Algo está acontecendo e o desconhecimento desses sintomas assusta. O que o coração sente e a boca cala gera desconforto e sentimentos de insegurança nesse momento da vida. Por isso, a terapia pode ajudar a mulher a ressignificar fatos difíceis de sua vida, vislumbrando novas possibilidades, comportamentos e atitudes. Esse é um bom momento para poder ser e fazer aquilo que ainda não pôde acontecer, pois não realizamos ou não pudemos realizar. Com o tempo, através do processo terapêutico, muitas pacientes relatam melhora acentuada dos sintomas e recuperam sentimentos de auto-aceitação, transformação, autenticidade e sentem as energias renovadas. Nidia Leonardi (CRP 06/77973) Psicanalista Winnicottiana e Consultora em Saúde da Mulher Psicologa (UNIPAULISTANA) e Historiadora (UNIFAI)
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