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Primeiro há que se definir claramente sobre o que estamos falando e as metas que pretendemos atingir, ou seja, compreender o conceito de Saúde que tem como objeto de trabalho o processo...
Primeiro há que se definir claramente sobre o que estamos falando e as metas que pretendemos atingir, ou seja, compreender o conceito de saúde que tem como objeto de trabalho o processo saúde-doença, em sua complexidade e abrangência, e seus determinantes das condições de saúde da mulher, nosso objetivo neste artigo.
Desse modo, a saúde deve ser entendida em sentido mais amplo, como componente da qualidade de vida, ou seja, vida integral em seus aspectos físicos, psíquicos e sociais.
A partir daí, deve-se perguntar: afinal, o que significa esse processo saúde-doença, e quais suas relações com a saúde. Pode-se dizer que ele representa o conjunto de relações e variáveis que produz e condiciona o estado de saúde e doença da população feminina, que se modifica nos diversos momentos históricos e do desenvolvimento científico da humanidade. Hoje vive-se mais e as mulheres descobrem que, mesmo não procriando, não perdem a sua feminilidade.
Doenças como depressão, pânico, Câncer de mama ou de útero podem acometer muitas mulheres nessa etapa da vida. Desconforto como calores, insônia, Ansiedade, angustia fazem parte da vida de cada uma e, não havendo conhecimento e preparação do que está se passando com ela, esse momento será caracterizado como um viver sem qualidade e sem sentido.
Para a abrangência da saúde feminina, buscamos na psicologia um resgate de algo que ela não pode até essa fase, re-significar seu papel enquanto mulher, esposa e mãe. Ou seja, assimilar novos significados importantes para a sua vida e de ter a sensibilidade de se preparar para receber seu envelhecimento com qualidade de vida e poder vivenciar a plenitude de sua existência.
Compreendo a psicoterapia como cura, na concepção winnicottiana, ou seja, do “cuidar” como um cuidado da saúde. Portanto, cuidar para que a mulher possa ter um novo olhar nessa etapa de sua vida, que seja um sinônimo de liberdade, assumindo a sexualidade sem o risco da gravidez e compreender que é um momento onde ela passa por mudanças das quais poderá tirar proveito e ser feliz.
Como disse Lia Luft: “A meta da vida não é a morte e sim ser feliz” Nidia Leonardi (CRP 06/77973) Psicanalista Winnicottiana e Consultora em Saúde da Mulher Psicologa (UNIPAULISTANA) e Historiadora (UNIFAI)
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