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O educador físico ou o profissional do Esporte deve se atentar às ferramentas existentes na teoria do treinamento para aperfeiçoar o rendimento de seus alunos, atletas ou clientes. Através dessas ferramentas, somadas às características individuais, o profissional chegará aos objetivos finais traçados no inicio do treinamento.
Observa-se ai um fator importante para o profissional: o objetivo do treinamento. A necessidade de traçar metas reais não é uma tarefa simples, haja vista que para tal devemos seguir fatores técnicos e táticos, nos atentar ao desenvolvimento físico multilateral e específico, observar a prevenção de lesões, além de obter e dominar o conhecimento teórico.
Dependendo das características das atividades executadas o fluxograma de tarefas a ser colocada em prática terá suas distinções. No entanto, muitas teorias valem para a maioria das atividades, assim como: o ciclo de supercompensação e a sobreposição do Metabolismo. Há uma infinidade de teorias e princípios de treinamento que são usadas em comum nas atividades, porém a supercompensação ganhará destaque nesse pequeno artigo.
CICLO DE SUPERCOMPENSAÇÃO
A alteração da homeostase (estado biológico normal) através do Exercício Físico provoca uma perturbação bioquímica considerável, cujos resultados são a depleção energética, o aumento da Fadiga e o acúmulo de ácido lático no sangue e nas células.
Após essa perturbação, o organismo repõe as fontes de energia depletadas, em especial o Glicogênio, iniciando a recuperação desse abalo. Nesse contexto deverá existir o equilíbrio entre o gasto e o consumo energético, evitando a utilização dos depósitos orgânicos de energia.
A duração desse processo de recuperação é longa e depende do tipo de exercício, do volume e intensidade do treino. O organismo não apenas repõe todas as reservas, mas estas excedem os níveis normais, atingindo assim uma nova e mais elevada homeostase.
Para haver a manutenção ou a otimização da supercompensação o treinador deverá submeter o individuo a outro estímulo durante a fase de supercompensação. Caso contrário, se os estímulos tiverem um intervalo muito grande, haverá a perda de todos os benefícios.
A seguir o gráfico demonstra o comportamento bioquímico do organismo.
 Leonardo Leonardi Boaventura (CREF 050194-G/SP) Personal Trainer e Consultor em Saúde Graduado em Educação Física (EEFE-USP)
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Bibliografia
Bompa, Tudor O. Periodização – Teoria e Metodologia do Treinamento. Editora Phorte, 4ª Ed, 2002.
Weineck, Jürgen. Treinamento Ideal. Editora Manole, 9ª Ed, 1999. |