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Vendo o homem nos dias de hoje esquecemos que já fomos “animais selvagens”, caçadores, “homens das cavernas”. Antes de nos firmarmos numa determinada região, vivíamos sob a condição de nomadismo e usávamos a locomoção para a sobrevivência na busca por alimento (caçando) e também na luta ou fuga de predadores, o que mostra que o movimento é inerente à evolução do ser humano.
Algumas características primitivas perduram. Por exemplo, possuímos um sistema nervoso autônomo que sob situação de estresse libera uma série de hormônios para fazer com que nosso organismo desempenhe o mesmo papel de quando tínhamos de lutar ou correr de supostos predadores. Um destes hormônios é a adrenalina que promove dentre outras coisas o aumento da freqüência respiratória, o aumento da força de contração e dos batimentos cardíacos, fazendo com que o coração ejete mais sangue para os músculos a fim de capacitar o indivíduo a enfrentar essa situação estressante.
Hoje, com o advento da tecnologia e o prestigio das profissões em que se valoriza uma atividade mais “racional” e, por conseguinte mais estática, tendemos a nos mexer menos. E como se não bastasse, nosso lazer ou em nossas horas vagas, muitas vezes ficamos limitados a assistir à televisão deitados, movimentando no máximo os dedos das mãos para trocar o canal através de um controle remoto que nos deixa mais parados.
O estresse continua, nos tempos de hoje a causa e os estímulos são diferentes. A liberação hormonal ainda é a mesma, só que nossa reação frente ao estresse mudou, não nos movemos mais, não permitimos que os hormônios cumpram seu papel através do corpo, mas ficamos parados dentro do carro no trânsito ou em frente a um computador. É fato, não é necessário ser nenhum doutor em medicina para saber o enorme risco pelo qual se passa quando tornamos prática uma fórmula totalmente indesejada: Estresse + Sedentarismo que é mais comum do que imaginamos.
A descarga hormonal constante provocada pelo estresse diário e o sedentarismo isolados já são por si fatores de risco para hipertensão e outros acometimentos do aparelho cardiovascular, (falando em sistema cardíaco apenas), imagine esses 2 fatores somados.
Estamos deixando de lado um fator que foi primordial para a evolução do ser humano e hoje é essencial para a prevenção e até tratamento de algumas doenças. Deixar de usar o controle remoto, deixar de usar o carro, as tecnologias de hoje e até deixar de se passar pelo estresse acredito ser inevitável, mas com Atividade Física com certeza seus danos são minimizados, os fatores para eventuais problemas cardíacos são diminuídos, além de estar comprovado que o Exercício Físico regular nos capacita a administrar e lidar melhor com os estresses.
Impossível imaginar um pássaro com um belo par de asas sem voar, assim como o ser humano com um belo e perfeito corpo sem se movimentar, por isso a palavra de ordem é: Mexa-se! Luciano Aviles (CREF 042922 - G) Personal Trainer e Terapeuta corporal Graduado em Educação Física (EEFE-USP) e Pós-Graduado em Treinamento Personalizado pela FEFISA
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