|
Segundo a Sociedade Americana de Câncer a neoplasia maligna é a maior preocupação de Saúde pública dos Estados Unidos. Atualmente, de quatro mortes uma é ocasionada devido a essa Patologia. Seguindo as mesmas características dessa estatística a Organização Mundial de Saúde alerta para a preocupação a respeito do câncer de mama no mundo todo por ser a neoplasia feminina mais comum em termos de incidência. Além de fatores geográficos, genéticos, radiológicos, químicos e hormonais, um aspecto preponderante para o desenvolvimento desse carcinoma é o estilo de vida. O estresse, a nutrição, a Atividade Física, entre outros fatores ambientais com influência social, cultural e financeira fazem parte do denominado “estilo de vida”.
A atividade física caracteriza-se como regulador central da qualidade de vida, intervindo na Dieta (o praticante de exercícios normalmente tem uma Alimentação mais regulada em comparação aos sedentários), no estresse (diminuindo os índices de estresse) e conseqüentemente nos riscos de desenvolvimento da doença. Durante a doença, a atividade física é questionada na maioria dos artigos e pesquisas por interferir na atividade imunológica aumentando a debilidade do paciente. No período pós-cirúrgico o Exercício Físico tem função terapêutica de recuperação física e psíquica. E, finalmente, após reabilitação, a atividade física interfere diretamente na imagem corporal e no sentido de resgate da feminilidade, havendo um alto grau de influência psicológica.
As vantagens resultantes da prática de exercício são notórias e evidenciadas consistentemente em artigos e pesquisas. Os ganhos cárdiorrespiratorios, musculares, ósseos, endócrinos, entre outros, provenientes do esforço físico já são divulgados há tempos com convicção pelos profissionais da saúde. Ainda que os resultados e conclusões da maioria dos artigos apontem indícios a respeito da interferência da atividade física na prevenção do câncer de mama, os pesquisadores não comprovam a sua sólida mediação e eficácia. A intervenção real do exercício é presenciada através da redução de peso, da conseqüente diminuição dos níveis de estrógeno e alteração de diversos hormônios, na motilidade intestinal, na mudança de estilo de vida, no impacto psicológico, entre outros, que auxiliam a promoção geral da saúde e não a prevenção da patologia em questão. Leonardo Leonardi Boaventura (CREF 050194-G/SP) Educador Físico e Consultor em Saúde Graduado em Educação Física (EEFE-USP)
Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email
Bibligrafia: COLDITZ GA, FESKANICH D, CHEN WY, HUNTER DJ, WILLETT WC. Physical activity and risk of breast cancer in premenopausal women. Boston: Department of Epidemiology, Harvard School of Public Health, 2003. 847-51
HANKINSON SE, COLDITZ GA, WILLETT WC. Towards an integrated model for breast cancer etiology: the lifelong interplay of genes, lifestyle, and hormones. Breast Cancer Res., 2004. 213-21
MINISTÉRIO DA SAÚDE - INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER. Estimativa de incidência e mortalidade em câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA, 2005. 94 p |